—Não quero nada. Só chá.

—Coma então d'estas bolachinhas. Estão muito bem feitas.

Nina foi ao armario, de onde retirou a biscoiteira de crystal. Emquanto o tio comia, ella sentou-se a seu lado e pediu-lhe lapis para escrever uma nota, nas costas de um cartão de visita. Ao mesmo tempo ia dizendo:

—Deus queira que eu não me esqueça de nada do que tia Milla recommendou...

Depois leu alto:

—Para o senhor fazer o favor de dizer a Mme. Guimarães que mande trazer hoje os dois vestidos de seda e amostras de velludo turqueza.

Dizer ao Bastos que faça, pela medida que tem lá, mais um par de sapatos de setim preto... Ha mais: um kilo de bonbons e...

—Não diga mais; hoje não posso fazer nada d'isso.

—Então tia Milla irá á cidade... É melhor.

—Não! que não vá, atalhou elle nervosamente. Dize-lhe que voltarei cedo. Eu farei tudo ... mandarei vir os vestidos de seda, os sapatos de setim, os doces... Ah! a Noca tinha razão! Sabes tu, Nina?