O vinho viera da adega do Dr. Gervasio; ninguem mais o bebeu. Lia pediu repetição do bife, Rachel exigiu batatas, e Nina, diminuindo a sua ração, encheu os pratos das primas.

O sol entrava pela janella numa larga toalha de ouro, rebrilhando no verniz novo dos moveis e nas roupas vermelhas dos japonezes retorcidos do papel.

A preta velha trouxe o café numa bandeijinha, mal arrumada, que pousou brutalmente em um canto da mesa.

Camilla fechou os olhos para não ver; quando os abriu, a sobrinha extendia-lhe uma canequinha delicada, do ultimo apparelho do palacete.

Mexendo o café, vagarosamente, a tia perguntou-lhe:

—Só veio esta canequinha?

—E uma chicara de chá; nós bebemos bem nas outras. Veio tambem um copo de crystal. Esqueci-me de o pôr na mesa... Quer mais assucar?

—Não quero differenças para mim.

Depois:—Realmente, custa muito a beber num vidro grosso!...

—Eu não acho...