—Ha de lucrar muito com isso... Aposto em como não sabe ainda pregar um remendo ou fazer um vestido.

—Graças a Deus, ella não precisa d'isso!...

—O futuro o dirá...

—Credo!

—Pois sim. Cada vez bemdigo mais a educação que minha mãe nos deu. Havia dias, que era desde manhã até de noite a fazer balas...

—Tá hi! e D. Joanna não deu p'ra outras coisas?

—Ella sempre foi religiosa, mas depois de viuva refinou! E ainda se queixa de doente, que tem faltas de respiração e pernas inchadas!

—Coitada!

—Minha filha! ella vae d'aqui a pé a São Francisco, ao Carmo, á Penitencia, a S. Bento a qualquer egreja da cidade!... Ás cinco horas já está nos Capuchinhos; e á tarde aqui na egreja do hospital ella canta com as Irmãs e com os soldados. E cada ladainha que Deus nos acuda!

Alguem batia á porta, e D. Itelvina, tendo espreitado pela janella, voltou-se apressada e foi reaccender a lamparina do oratorio.