—Mas eu estimo-o muito. Foi o primeiro presente de meu marido.

—Vá lá, que não são mal escolhidas as suas pedras, precisa ainda de um brilhante negro, para este dedinho que está muito nú. Tenho pena que não goste de perolas; só quer pedras que fulgurem.

—Só.

—Vamos para a saleta? trouxe-lhe um livro.

—Versos?

—Não. Um romance.

—Ainda bem; eu só gosto de versos quando o senhor m'os lê. Uma monotonia...

Na saleta, ella abriu a veneziana e aspirou com força o aroma dos resedás plantados junto á parede. Gostava dos aromas fortes. Que dia maravilhoso! depois, voltando-se:

—O livro?

—Está aqui.