—Ora, logo vi, por causa de dinheiro! murmurou com desprezo Camilla, olhando para o marido de alto.

Elle continuou:

—É preciso que tu o advirtas hoje mesmo, que isto não póde continuar assim! Elle mantem agora uma mulher: dá-lhe vestidos, carro, casa, e com toda a impudencia faz contas em meu nome! Já se viu coisa egual?!

—É a mocidade...

—Já me tardava! É a pouca vergonha. Que trabalhe.

—Trabalhar! Mario tem só dezenove annos!

—Faze mãos de velludo para o acariciar; é o costume!

—Mas por que não lhe falla você?

—Por que?! Ora essa! porque lhe vou á cara, se elle me retruca com um desafôro!... Esperarei mais alguns dias ... falla-lhe tu primeiro. Não lhe mettas caraminholas na cabeça; dize-lhe que trabalhe, que siga o meu exemplo, e que se deixe de fazer dividas. Isto competiria a mim, bem sei, se não me tirasses toda a força moral.

—Eu?!