Ruth, derreando a cabeça para traz, olhava para o céo tranquillo. Houve um largo espaço de silencio entre ambos. Ruth disse por fim, sem abaixar os olhos:
—Que parecerá a terra, vista de lá...?
—Uma gotta de luz...
—Ainda bem; alegra-me saber que vivo em uma estrella. E como ellas hoje estão bonitas! Se Deus me désse a escolher uma, eu ficaria embaraçada. Olhe, repare para aquella, como é grande e suave!
—É Vesper...
—Linda, linda, linda!
—Levante mais os olhos, para acolá; repare para o Cruzeiro, como está limpido hoje! Maravilhosa noite!
—Sim ... estou vendo ... cinco estrellas brilhantes em um lago negro. Porque é tão escuro aquelle pedaço do céo ao lado do Cruzeiro?
—Porque não tem astros.
—Deveria ter sido por alli que Lucifer cahiu.