—Não ... já nos fallámos ... diga isso mesmo.

—Hum! ... você hoje não tem boa cara!... Lá dentro não está ninguem de fóra: póde ir. É sua mãe...

—Cantigas. Adeus.

—Não. Olhe, Mario, lembre-se do que lhe diz esta mulata:—Sua felicidade está aqui... As extrangeiras só gostam de dinheiro...

—Adeusinho!

—Adeus, meu filho...

A mulata foi até o gradil, para olhar ainda para o moço que ella ajudara a criar desde o primeiro dia.

Como elle é bonito! pensava ella: as mulheres têm razão de o preferir a todos!... D. Nina não merece aquillo; mas, emfim, antes ella do que a tal sanguesuga... Este mundo é assim mesmo, a gente gosta de quem não deve... Elle morre pela outra e é esta quem morre por elle!... Verdade, verdade, elle é a flor da familia ... em questão de boniteza, garanto que não ha outra pessoa que se eguale a Mario... Eu bem dizia que elle poria as irmãs num chinello! Porque não teria vindo o Dr. Gervasio?... o diabo do feiticeiro deu bruxaria a nhá Milla... Se seu Theodoro sabe da historia!... que estrallada! Mas quem ha de dizer? Bocca, fecha-te! bocca, fecha-te! que não seja por minha culpa... Bem! Mario tomou o bond ... lá vae elle almoçar com a outra... Ora! se isso lhe dá gosto, que aproveite!

Com um gesto decidido, ella rematou o seu pensamento egoista e caminhou para a copa, á procura de almoço.

[VI]