Porque não afagar uma illusão, quando ella suavisa um soffrimento?

—Vovó está doente?!

—Não.... Vae-me custar...

—A culpa não é minha! observou o barão.

—Ninguem te accusa; descança.

—Que é que vae custar, vovó?

—Nada... filha...

Gloria voltara a olhar para a rua, rindo de umas coisas, admirando-se de outras.

Quando o carro parou á porta de Argemiro, a baroneza, dominando a dôr em que o seu coração se dissolvia, estendeu a mão ao genro, que descera á rua para ajudal-a a sahir da carruagem.

A baroneza atravessou o vestibulo com passo firme e vagoroso. Argemiro sentia no braço o peso da sua mão gorda alvejando entre as malhas negras da luva de retroz...