Á tarde Assumpção foi visital-a. Tinham voltado á chacara do suburbio. Gloria correu a recebel-o no portão. Estava decidido que ella viveria alli uns mezes, para consolar a avó. Achava agora tudo tão bonito! O avô lá andava no horto, verificando o estado das suas plantas, alegre como um patinho n'agua! Ella estava por alli á cata de mangas maduras...
Assumpção acariciou-lhe a cabeça e entrou sózinho na saleta da baroneza. Ella alli estava no seu cantinho costumado, febril, com o corpo alquebrado, descahido, os olhos avermelhados entre as palpebras empapuçadas. Vendo-o, chamou-o a si; e segurando-lhe as mãos, numa queixa soluçada:
—Minha filha tornou a morrer hoje, Assumpção; agora está só commigo, e eu já vou perdendo as forças para chorar...
—Não a chorará sózinha... murmurou elle quasi em segredo, córando.
Ella voltou-se, e contemplou-o num mixto de esperança e de assombro.
—Você?...
Elle olhou silenciosamente para a batina, como para explicar tudo.
Transfigurada, num movimento inconsciente, alegre, ella apertou-o nos braços e exclamou:
—Meu filho!