—A hora do jantar aqui é uma hora perigosa, Argemiro! E digam que o feijãozinho não tem prestigio!
Nesse instante sentiram-se empurrados. Eram umas senhoras que lhes tomavam a deanteira no assalto, muito nervosas, olhando para traz, a contar-se, com medo que não ficasse alguma extraviada.
—Isto é uma ignominia. Obriga tua sogra a vir cá para baixo.
—Imagina se não lhe tenho pedido! Cada vez que vou vêr minha filha é este horror! E perco um tempo!
Caldas rogou uma praga.
—Que foi isso?! olha se te mandam para o xadrez!...
—Aquelle sujeito ia-me arrebatando o pacote dos marrons de tua filha! Não lhe basta a carga. Gente amiga de embrulhos, a dos suburbios! Olha.
—Não tenho tempo. Entra.
Entraram ambos para um carro.
Cheirava a carvão de pedra e havia calor.