—Não; mas no mesmo quarto...

A baroneza suspirou. Ella não pudera conciliar o somno, em frente á cama vasia da neta! e a criança ingrata, ao lado da inimiga, nem pensara nella!

O trabalho da baroneza seria agora afastar Maria quanto possivel da idéa de voltar á cidade. Disputal-a-ia á outra, a ferro e a fogo. A verdade é que Maria exagerava a sua sympathia por Alice, por perceber o desgosto da avó, assim como se comprazia em torturar Alice na ausencia da baroneza...

No meio d'essa semana o Feliciano foi, a mandado de Argemiro, levar uma carta á chacara dos velhos.

Gloria corria pela checara; o barão lia sob alpendre e a baroneza, a seu lado, serzia meias, socegadamente. O negro, todo emproado e bem vestido, entregou a carta á velha, que foi a mais prompta em estender a mão.

—Então, Feliciano, como vae tudo por lá?

O negro sorriu, meneou a cabeça e calou-se.

—Que temos? indagou o barão.

—Uma carta do Argemiro; pede-me que não me esqueça de mandar Maria no sabbado!...

—Pois lá a levarei.