—Não póde ser. Vou no domingo com ella á Tijuca; já está isso decidido.

—Tijuca! que idéa é essa?

—É uma idéa como outra qualquer! Estou sempre como os caracoes mettida em casa, e quando fallo em sahir lá vem tudo a baixo!

—Estimo que saias; mas que diabo! vae noutro dia á Tijuca e deixa a pequena ir vêr o pae no sabbado, como se combinou.

—Ha muitos sabbados; neste ella não poderá ir. Elle que venha jantar comnosco no domingo.

Eu vou almoçar á Tijuca com a minha neta e voltarei ás quatro horas para casa. É uma promessa.

—O Argemiro póde ficar sentido...

—Que fique. Eu preciso mais da neta que elle da filha. Lá tem outras consolações...

O Feliciano sorriu e approvou com a cabeça. O barão levantou-se e foi para o escriptorio responder ao genro. Antes mesmo que a baroneza perguntasse qualquer coisa, o Feliciano resmungou:

—Aquella casa já não parece a mesma... se a senhora visse! Até me dá saudades de quem está no céu!... Pobre de quem morre!