—Ó Argemiro, onde arranjaste tu este Feliciano? perguntou Caldas, mirando o copeiro, um negro de trinta e poucos annos, esgrouviado e bem vestido.
—Na familia de minha sogra... é filho da ama de minha mulher.
—Se não fôsse reliquia de familia, pedia-t'o para mim.
Feliciano serviu a todos como se não tivesse ouvido coisa nenhuma, substituiu por outros os cinzeiros já repletos e tornou a sahir, silenciosamente.
—Se me não engano, observou o Armindo Telles, vi-o outro dia em casa da Lolóta...
—Ah! tambem você?...
—Que! ir á casa da Lolóta? Mas toda a gente vae á casa da Lolóta!
—Até o Feliciano... murmurou Caldas.
—Não! o Feliciano levava um recado. Ia com uma carta minha, corrigiu Argemiro.
—Por isso ella discutiu leis com tanto apuro! Parabens. É uma mulher estonteadora...