XVII
XVIII
Não ha vida mais inquieta,
Nem mais cheia de cuidados,
Do que a de um rei que pretende
Conservar os seus estados.
Começarei desde logo
A publicar leis tyrannas,
Que aterrem os meus montes,
Os palacios e as choupanas.
Será tal o meu furor,
Tal a minha indignação,
Que ninguem se atreverá
A conquistar meu brazão.
Não temas, ó rei cruel,
Que te conquiste o docel.
Porém o furor me incita!
O brio dá-me ousadia.
Para defender o sceptro
A favor da tyrannia!
Será cada lança um raio!
Cada espada um corisco,