—Ou hei de ser regedor, ou não hei de ser. Por isso é que eu digo que vou pedir a demissão. Para injustiças é que eu não sirvo. Não quero que se diga que quando um pobre homem faz alguma coisa já tudo são pressas para o prender e castigar, e lá porque uns senhores… Senhores? Melhor tratassem de pagar o que devem a meio mundo, e não andassem por ahi a fazer o que fazem.
—Vamos, Clemente, perdoa-lhes as rapaziadas, por que a final elles são teus amigos—interveio Mauricio.
—Amigos elles?! Muito agradecido; mas nem acredito na tal amizade, nem tambem a desejo; isto é para dizer o que é verdade.
Interromperam-n'o n'este ponto duas vigorosas vozes masculinas, que bradavam da rua:
—Mauricio! Ó Mauricio! que diabo fazes tu ahi dentro, com o cavallo prêso á porta? Eh!
—Tu tambem pões mão na fornada?
—Parece-me mais certo que ponha mão nas forneiras.
A ti'Anna foi a primeira que tomou a palavra:
—Fallae no ruim… São os do Cruzeiro.
E chegando ao limiar da porta, exclamou com os seus modos desempenados: