—A que vem agora essa cantilena, ó mulher? Dê-nos vinho—insistiu o padre.

—A que vem?—tornou a ti'Anna—ahi está o meu Clemente que melhor o póde dizer.

Os dois voltaram-se e viram Clmente que, pela sua vez, appareceu á porta.

—Ah! ah! snr. regedor!

—Pelos modos o homem está zangado comnosco por lhe escondermos o filho do soqueiro, queres tu vêr?

Mauricio tomou o partido de Clemente.

—Bem sabem que é da responsabilidade d'elle.

—Ora deixa-te de contos—atalhou o doutor.

—O peior é que, vistos os autos, não temos vinho—fez notar o padre.

—Está enganado, snr. abbade—veio-lhe á mão Clemente—fosse um criminoso que me pedisse de comer e de beber, quando passasse á minha porta, eu, com ser regedor, não lh'o recusaria. O que a minha casa não ha de ser, isso não, é escondrijo de ladrões, de malvados e de refractarios, nem sei que grande gloria venha d'ahi a quem tanto mal faz á sociedade, não deixando que se cumpram as leis. O vinho ahi está.