—Quasi.
Os dois não podiam suster o riso.
—É impagavel aquelle Jorge!—repetia de quando em quando o padre.
—Vocês bem sabem o genio d'elle.
—Ai, sabemos. Pois nós bem sabemos… o genio d'elle. Ah! ah!…
E os risos redobravam.
Mas a noite chegára emfim e cerraram-se cada vez mais as sombras sobre os caminhos do campo. Mauricio pôde finalmente acompanhar os primos ao logar da espia.
Dirigiram-se alli por os sitios menos frequentados, e sem soltarem uma palavra.
Mauricio, a seu pezar, sentia-se dominado por uma commoção profunda. Não era só despeito, era já uma nascente repugnancia pelo acto que praticava. Envergonhava-se d'aquelle furtivo mister de espião.
Chegados ao local, o padre escolheu a posição de maneira que podessem vêr, sem serem vistos.