Por muito tempo nada descobriram; nem ouviram mais algum som além do melancolico gemer dos sapos, a distancia.
Mauricio, entre impaciente e satisfeito por o resultado nullo da espionagem, principiava a dirigir aos primos alguns ditos epigrammaticos, quando a mão do doutor lhe tapou a bôca, ao mesmo tempo que o padre se voltava para lhe recommendar silencio.
Effectivamente encostado ao muro da Herdade caminhava um homem, que a sombra da noite não deixava conhecer.
Chegando á porta, que devia estar apenas cerrada, empurrou-a e entrou, e fechou-a de novo sem fazer ruido.
Mauricio quiz correr atraz d'aquelle homem. Retiveram-n'o os primos.
—Espera, pateta! Deixa-o sahir, que eu te prometto que havemos de conhecêl-o.
—Que diabo queres tu fazer, maluco? Não vês que espantas a caça?
—Hei de vêr quem elle é!
—Pois sim, mas para isso é preciso prudencia.
—A porta ficou aberta. Eu vou…