—Ora essa! Pois bem vindo seja, que sempre me dá alegria ver aquelles meninos, que conheci tão pequerruchos como estes.
E apontava para as crianças que, agarradas ás pernas do pae, olhavam com grandes olhos para Jorge.
—São todos seus?—perguntou Jorge, afagando-as e sentando uma nos joelhos.
—E aquelle que a mãe traz ao collo e a pequena que está na cidade.
—Ai, sim, a Bertha. Deve estar uma senhora?
—Está crescidita, está. Mas vamos, tome alguma coisa. Olhe que o meu vinho é puro e não faz mal de qualidade alguma. Aquillo é sumo de uva e nada mais.
—Obrigado, obrigado; mas não bebo agora. Peço-lhe que continue com o seu trabalho, sem se importar commigo. Para isso é que vim.
—Ai, isto está a acabar. Vae no meio dia—acrescentou olhando para o sol—d'aqui a nada vae esta gente jantar e… Para onde levas tu esse carro, ó desalmado? Perdoe-me, snr. Jorge, mas estes diabos… Eu attendo-o já.
E, sem poder conter-se, collocou-se elle proprio á frente dos bois, e encaminhou o carro na direcção conveniente.
—Vocês juraram dar-me cabo dos limoeiros. Olhe que tenho tido limões este anno, que é uma coisa por maior, snr. Jorge—disse elle, regressando ao seu posto com um enorme limão, que mostrava com orgulho.