D. Luiz estendeu a mão, que um apoz outro beijou, e saudando-o outra vez iam a sahir do quarto.

O coração do pae sentiu porém a necessidade de urna despedida mais affectuosa n'aquelle instante em que ambos os filhos o iam deixar.

—Mauricio—disse elle quando os viu já proximos da porta—repare que vae entrar em uma sociedade nova para si, cheia de seducções e perigos. Seja homem e digno do nome que tem, e… dê-me o gosto de o vêr feliz e honrado.

—Terei sempre em vista o seu nobre exemplo, meu pae, e espero que assim nunca me desviarei do caminho da honra.

—Talvez o não conduza pelo da felicidade—murmurou o velho; e depois, dirigindo-se a Jorge:

—Jorge, espero do seu juizo que seja prudente no uso d'essas authorisações que lhe dou. Repare que nos esforços que faz para restaurar a sua casa não sacrifique o nome que a torna illustre. Seja sempre tão brioso como é activo.

—Espero que nunca os meus actos deslustrarão o nome com que me honro.

E os dois irmãos retiraram-se emfim.

Vendo-os sahir, D. Luiz voltou-se para Bertha, suspirando, e disse com desconforto:

—E ficamos sós, Bertha!