—O que me achas tu, para me fitares com esses olhos?
—O snr. Jorge tem estado doente?!
—Não; vou passando bem. Parece-te que tenho cara de doente?
—Sim; acho-o descórado e abatido—disse Clemente, procurando disfarçar as apprehensões que sentia ao vêl-o.—Não trabalhe tanto, snr. Jorge.
—Isto não é de trabalhar. Uma noite de bom somno far-me-ha voltar ao que fui. Então o que te traz por aqui?…
—Venho consultal-o.
—Ha tempos a esta parte obrigas-me a funccionar como conselheiro, sem que eu saiba bem em que mereci a honra da nomeação. Ora dize lá o que me queres.
—Tracta-se ainda do mesmo negocio do outro dia.
Jorge fez um gesto de impaciencia e desagrado.
—Pois não está já tudo decidido? Que mais queres? A respeito de enxoval não dou conselhos.