E olhando outra vez fixamente para Bertha, acrescentou depois de alguma hesitação:
—Bertha, tu és sinceramente minha amiga?
—Ó meu padrinho. Que pergunta!
—Nem tu eras capaz de fingir um affecto que não sentisses. Creio bem.
—Porém, meu Deus, o que quer dizer com isso?
—Nada. Olha cá, Bertha… Quando tu vieste para os Bacellos… quando vieste para ao pé de mim… foi teu pae que te disse que viesses, não foi?
—Meu pae leu-me a carta da snr.ª baroneza, em que lhe participava que ia partir para Lisboa e que o snr. D. Luiz ficava sem ter quem o tractasse… e eu então lembrei-me do mesmo que meu pae já tinha tambem no pensamento e pedi-lhe para me deixar vir.
—E elle disse logo que sim, já se sabe?
—Se era essa mesma a sua ideia.
—Ah! era essa a sua ideia? E… e Jorge não foi ouvido n'essa occasião?
Porque Jorge ia muito por vossa casa, não ia?