—Quer que vamos?—perguntou ella ao pae timidamente.
—Vamos—respondeu este com um modo sacudido, dirigindo-se para a porta.
Bertha aproxiraou-se do fidalgo, olhando-o com timidez.
—Quer dar-me a sua benção de despedida, meu padrinho?—perguntou Bertha a meia voz, como receiosa de uma recusa.
D. Luiz, sem voltar o rosto, estendeu-lhe silenciosamente a mão.
Bertha apoderou-se d'ella e beijou-a, banhando-a de lagrimas de saudade.
D. Luiz estremeceu ao sentir aquelles beijos e aquellas lagrimas, mas fez por se reprimir na presença de Thomé.
Emfim, Bertha separou-se d'elle, e encaminhou-se para a porta, onde o pae a esperava.
Poucos passos andados ouviu que a chamava uma voz suffocada.
Voltou-se. D. Luiz seguia-a com a vista nublada de pranto e estendia-lhe os braços para um ultimo adeus.