Ao erguer-se da mesa, D. Luiz disse para o filho mais velho:

—O snr. frei Januario já está informado do que hoje se combinou. Ámanhã elle que tenha a bondade de te dar os conselhos precisos.

E depois de uma sêca «boa noite», D. Luiz sahiu da sala.

Os filhos levantaram-se para tambem se retirarem.

Jorge interrogou o padre:

—A que horas quer que o procure ámanhã, snr. frei Januario?

—A que horas?… Ah!… sim… isso… eu sei?… A coisa não é de pressa… Se não fôr ámanhã…

—Ha de ser ámanhã—atalhou Jorge.

—Ha de ser! Essa é boa! Sabe lá da minha vida? Ha de ser! Tem graça.

—Não lhe tirarei muito tempo. Socegue. Quero só que me passe os livros e os papeis.