—Foram; hontem mesmo. Se parece que tudo se lhes preparou como ellas desejavam!
—E a menina?—interrogou Jenny, cada vez mais preoccupada com o que ouvia.
—Tinham-me convidado para ir de tarde a casa d'ellas. Depois de lá estar, mandaram, sem que eu o soubesse, recado a meu pae de que eu voltaria tarde, pois tinha de ir com ellas a uma reunião em casa de umas senhoras suas amigas.
—Visto isso…
—Era noite, quando me apresentaram um dominó e me communicaram o seu projecto. Eu ainda lhes puz algumas duvidas, mas…
—Foi?
—Fui. Ah! como está já tão séria! Não o dizia eu?
Effectivamente Jenny não teve poder de disfarçar a impressão, que lhe estava fazendo a confidencia de Cecilia, já pela natureza d'ella, já pela similhança, com a que do irmão ouvira poucas horas antes.
—Prometti dizer-lhe a verdade, Cecilia—principiou Jenny, tomando com affecto as mãos da sua amiga, que interrompera o trabalho já—e seria faltar á minha promessa occultar-lhe que me parece ter sido algum tanto aventurada essa resolução. Umas poucas de senhoras, sós, n'um logar como aquelle, onde dizem que concorre tanta e tão diversa qualidade de gente!… Emfim eu não sei bem, e pelos resultados e que melhor se póde julgar d'estes meus receios, que talvez sejam exagerados… e são de certo.
—Não são, não, Jenny. Olhe; eu, ao principio, para lhe fallar verdade, ia com certa curiosidade. Só me custava que tivesse sido necessario enganar meu pae, mas, como não fazia a menor ideia do que fosse um baile de mascaras, estava com desejos de ver; e, demais a mais, a irmã do major ia comnosco…