—Ora diga, pois não lhe parece uma ave aquillo?—insistia Cecilia.
—Eu… Ah! agora sim!—exclamou o velho, tendo a final percebido a similhança—Agora, sim, senhora! Lá está, e que grande bico que ella tem! Eh! eh! eh!… Ora o diacho!
—A menina faz favor de chegar aqui.
Era a criada Antonia, que reclamava o conselho de Cecilia em alguma difficuldade de administração domestica.
Antonia era um tão genuino typo de criada de servir, que dispensa a descripção.
Cecilia retirou-se da varanda. Manoel Quentino permaneceu com os olhos fitos no sitio, para onde lh'os dirigira a filha, até que a nuvem côr de rosa de todo se descoloriu e desformou.
Então baixou-os para a terra e scismava… na sua felicidade.
Passados instantes, Cecilia aproximou-se pé ante pé, e, sem ser presentida, veio por detraz d'elle e tapou-lhe os olhos com as mãos, perguntando:
—Adivinha quem eu sou?
—Ora tem muito que adivinhar!—respondeu Manoel Quentino, gracejando—pelas mãos se conhece logo. É a aguadeira.