Cecilia parou estupefacta. A voz, que assim lhe respondia, era-lhe conhecida; a pessoa não o era menos.

Ella reconheceu Carlos Whitestone.

O sobresalto e a confusão, que se apoderaram da filha de Manoel Quentino, n'esse momento, são indescriptiveis, mas faceis de conceber por quem tenha escutado, com Jenny, a dupla confidencia, de que atraz fizemos menção.

Cecilia teve de apoiar-se ao encosto da cadeira proxima, para disfarçar a sua turbação, as faces córaram intensamente e a custo pôde dizer, em voz tremula e sumida:

—Ó snr. Carlos!… V. s.ª aqui!…

—Venho cumprir um dever, minha senhora.

—Queira sentar-se—disse Cecilia, quasi constrangida ella propria a fazel-o para não cair.

—Tem duvida, minha senhora, em me escutar a sós?—perguntou Carlos, designando Antonia, com o olhar.

Cecilia, ainda mal senhora sua, fez signal á criada, que, collocada no limiar da porta, mostrava poucas disposições de abandonar o posto, e por isso fingiu não perceber a ordem, apesar de ter entendido bem até as palavras de Carlos.

O genio de Cecilia precisava de reagir contra o enleio, que a tomára; encontrou auxiliar na impaciencia com que repetiu a ordem, acrescentando com certo desabrimento: