Antonia insistiu:

—Então, menina! Olhe que isso até parece mal tambem. Fazer esperar assim aquelle senhor! A final não sei de que tem receio. Então se a gente vae a…

—Ora cale-se, mulher, cale-se. Se eu sei o que você tem estado para ahi a prégar…—interrompeu-a Cecilia, já impaciente—Que hei de ir, sei eu. Já que o mal está feito…

—O mal! Ó menina, não me diga isso, por quem é. Então queria que eu…

Cecilia, depois de rapidamente se ageitar ao espelho, voltou as costas á snr.ª Antonia, e dirigiu-se para a sala onde a criada introduzira a estranha visita, que tanto a estava inquietando.

Antonia seguiu-a, resmoneando o resto das suas reflexões.

Ao entrar, não viram ninguem. A pessoa, que alli esperava, saíra para a varanda de pedra, que deitava sobre o quintal. Voltou porém, logo que percebeu que as duas haviam entrado na sala, mas, como ficasse com as costas voltadas á luz, não foi logo possivel a Cecilia reconhecer quem fosse.

Cecilia deu alguns passos, com hesitação, dizendo:

—Ao que parece, v. s.ª deve ter vindo enganado.

—Não, minha senhora, não vim. É v. exc.ª mesma que eu procuro.