—Adeus, Jenny. O que te posso dizer é que se podér desvanecer em mim esta impressão que me causou Cecilia…—Bem vês que te estou fallando agora com franqueza—não receiarei nunca mais pelo meu coração.
—Recordo-me de já me teres dito uma cousa assim… de outra vez.
Carlos ia a responder, mas, como se procurasse fugir a uma conversa que o mortificava, saíu com precipitação do quarto.
Jenny viu-o saír e ficou pensativa.
Momentos depois entrou Elisa com uma carta.
—De quem vem isso?—perguntou Jenny.
—De casa do snr. Manoel Quentino.
Jenny conheceu a lettra de Cecilia. Abriu a carta e leu:
«Minha boa Jenny.
Contra o que lhe tinha promettido, não me é possivel hoje visital-a. Não me sinto boa, e receio ter de me conservar em casa por alguns dias. Meu pae mostra-se inquieto pela minha saude e ainda que não seja senão para o tranquillisar, preciso de privar-me do prazer de a ver. Jenny, lembre-se de mim e peça a Deus que me conceda a bondade de coração e a serenidade de espirito da menina, pois com este meu genio e cabeça, duvido da felicidade na vida. Adeus.