—Então não vês aqui tanta gente?
—Não a quero. Manda-a embora; a todos… manda-os a todos embora!… Eu quero estar só comtigo…
—Mas…
—Manda-os embora, por amor de Deus, manda-os embora!
Carlos não teve coração para resistir a este pedido da louca.
Á sua ordem saíram as criadas do quarto, deixando Carlos só com ella.
—Fecha, fecha essa porta, para que não entrem outra vez, fecha.
Carlos fechou a porta.
—E agora vem cá; senta-te aqui, ao pé de mim; eu não posso dormir, se tu aqui não estás… E eu queria dormir… Tenho somno.
E tomou entre as suas as mãos de Carlos.