Foi prudente. O jardim era já de novo invadido por a mesma turba de estouvados que, momentos antes, abandonára o campo. Chegaram ainda a tempo de verem fechar a porta do quarto e saudaram a descoberta com gargalhadas.

Passados momentos, escutavam-se-lhes as vozes de fóra.

—Abre a porta, abre a porta; agora é inutil a dissimulação, Carlos.
Seguimol-a, tivemos um presentimento; vimol-a entrar. Ha de ser ella.
Não o negues. Abre!

Cecilia, ao escutar estas palavras, sentia-se desfallecer.

—Oh! meu Deus!—exclamou, erguendo assustada as mãos para o céo.

Carlos parecia fulminado.

—Então, Carlos, então? Abre, que maneiras novas são essas? Tu não eras assim.

—Isso fica-te mal.

—Só queremos vel-a e retiramo-nos.

—Vel-a e apresentar-lhe os nossos respeitos.