Só um olhar como o de Carlos, exercitado no estudo do rosto da irmã, podia notar-lhe nos labios um leve tremor, a denunciar que áquella apparente placidez não correspondia uma completa serenidade de coração.
Era comtudo affavel e segura a voz com que ella se dirigiu aos amigos de
Carlos.
—Peço desculpa de os ter feito esperar. Julgamos que meu irmão tinha já saído e viemos ambas procurar um livro.
E depois, mostrando-lhes Cecilia:
—É minha amiga… ou mais do que amiga… é quasi minha irmã.—E acrescentou, sorrindo para ella:—Cêdo o será, não é verdade?
Cecilia estremeceu e voltou para Jenny o olhar admirado. Ia talvez a fallar.
Jenny reprimiu-a, apertando-lhe occultamente a mão; e proseguiu, sorrindo:
—Perdôe-me a indiscrição, Cecilia; talvez até nem indiscrição fosse já, porque… estes senhores são… os amigos de meu irmão Carlos.
E estas palavras soube dizel-as Jenny com delicada inflexão de ironia na voz, que augmentou o embaraço dos que a escutavam.
Curvando-se ligeiramente para elles, Jenny saíu da sala com Cecilia.