Manoel Quentino ficou por algum tempo com os olhos na filha, que desviava os seus, e não pôde soltar palavra.

—Pois então vae—disse por fim Manoel Quentino—vae. A menina Jenny é boa e estou que te saberá consolar melhor do que eu… Vae! não serei eu que te aparte da companhia d'aquelle anjo.

Cecilia beijou a mão do pae, que, ao separar-se d'ella, lhe viu lagrimas nos olhos.

Á entrada da rua, por onde Cecilia seguiu, permaneceu Manoel Quentino até a perder de vista.

—Aquellas lagrimas! aquellas lagrimas!—murmurava elle, de mal comsigo mesmo por não as saber explicar—E eu que a não posso ver assim sem me dar vontade de chorar tambem! É forte cousa!

E continuou, com a cabeça baixa, a caminhar para casa.

Manoel Quentino, de distrahido que ia, não cortejou a vizinhança, acto de polidez, a que raras vezes faltava; e por pouco não ia passando além da porta de casa sem a conhecer.

Antonia, ao vel-o entrar só, perguntou admirada:

—Então a menina?

—A menina não janta em casa.