—Ora agora que já jantou, sempre lhe quero dizer uma cousa, snr.
Manoel.
—Diga lá.
—Ainda que, a fallar a verdade, eu não devia talvez…
—Pois então, não diga.
—Mas, por outro lado, é tambem da minha obrigação…
—Pois então, diga.
Antonia percebeu a grande indifferenca de animo, em que estava o patrão, e sentiu vontade de instigal-o um pouco.
—Ora diga-me, snr. Manoel Quentino, o senhor é cego?
—Julgo que não.
—Pois olhe que o parece. Então não tem conhecido mudança de genio cá na menina?