—Você está douda, mulher?

—Não estou, não, senhor.

—Quando foi isso?

—Logo depois do entrudo. Lembra-me bem de que foi tres ou quatro dias depois d'aquelle em que deixou ir a menina com as do Mattos; cousa que eu, no seu logar, não fazia, mas…

—Mas Cecilia não me fallou nunca n'essa visita!

—Isso sei eu.

—E você?…

A menina recommendou-me que não lhe dissesse nada, porque era uma surpreza que lhe queriam fazer… Mas, por mais que eu lhe perguntasse o que era, nada de novo.

Manoel Quentino principiava a sentir-se inquieto. Comtudo a confiança que depositava em Cecilia era tal, que, não obstante conhecer o caracter leviano de Carlos, hesitava ainda em suppôr mal do que, pela primeira vez, ouvia.

—E depois voltou?