—Adeus, adeus! Cuidei que era outra cousa!—redarguiu Manoel Quentino, encolhendo os hombros—Ahi vem você tambem. Pobre rapaz! Lá por ter suas verduras, já não póde entrar em uma casa, que não digam logo… Que mundo este!…
—Ai, e julga que não é assim? Então está bom. Pois ande lá, ande…
—Mas na verdade você imaginou? Ó mulher, não viu como foi e porque foi que aquelle pobre moço veio aqui a primeira vez?
—Eu, não, senhor. Pois olhe que tenho pensado bem n'isso.
—Pois não se lembra d'aquella tarde em que eu tardei e que Cecilia…
—Se me faz favor, não foi essa a primeira vez.
—Foi, sim.
—Não foi, não, senhor.
—Ó mulher! que demonio de cabeça a sua! pois, na verdade, não se lembra?…
—Eu só me lembro de que, muito tempo antes d'esse dia, veio aqui uma tarde aquelle senhor; perguntou pela menina, disse que lhe queria fallar; eu mandei-o entrar para a sala; a menina foi ter com elle; ao vel-o fez-se vermelha, como uma romã, e mandou-me sair; e eu ouvi-os estar a conversar perto de meia hora…