—Adeus, que me não entende! Quero eu dizer… Olhe… a final as cousas são assim! A menina tem dezoito annos…

—Olhem que novidade! Isso sei eu; mas queixou-se?…

—Então se sabe, se sabe, snr. Manoel Quentino, e se se não lembra de mais nada, não sei que lhe faça.

Uma ideia surgiu pela primeira vez ao espirito de Manoel Quentino, e, força é confessar, que não veio muito cêdo.

—Pois será?…—voltando-se para a criada, acrescentou com modo grave:—Antonia, você diga o que sabe. Bem vê que preciso de olhar por isso. Falle, mulher.

—Pois n'esse caso… snr. Manoel Quentino—disse a criada, como se, sómente convencida d'estas razões, se resolvesse a fallar—eu não quero encargos de consciencia, e, para seu governo, sempre lhe digo que deve vigiar por este negocio.

—Que negocio? Por que negocio hei de eu vigiar? Eu não a entendo.

—Pois não tem visto devéras o que por ahi vae?

—Eu não; você bem sabe que eu fecho a casa com as costas e por isso…

—Então aquellas visitas do filho do inglez…