—Alegrar, sim—respondeu Jenny, apertando-lhe as mãos com affecto.—Então cuida que não é alegria sufficiente a que a sua presença nos dá?

Cecilia suspirou.

—Está doente, Cecilia?—perguntou Mr. Richard, reparando para o ar de abatimento que se lhe lia no semblante.

—Uma ligeira indisposição, de que me prometteu hoje mesmo curar-se, em attenção aos meus annos, não é verdade?—respondeu Jenny por ella e em ar de gracejo.

Mr. Morlays, o lugubre, aproximou-se n'este momento de Jenny.

—Miss Jenny—disse elle—eu costumo saudar com jubilo os anniversarios das pessoas que estimo, como mais um passo dado para o livramento da vida.

—Oh! Mr. Morlays—respondeu Jenny, sorrindo—tão pesado lhe parece o captiveiro, para assim suspirar pelo termo d'elle?

—Deixe-o fallar, miss Jenny;—acudiu Mr. Brains—o mau humor de Mr. Morlays explica-se até pela presença de algumas brancas entre os seus cabellos ruivos e pelas duas sinistras pégadas de pata que já se lhe divisam no canto das orbitas.

Mr. Morlays fez uma careta e encolheu os hombros; mas não respondeu.

—Nós outros—acrescentou Mr. Brains—nós outros, os feios e fortes da humanidade—eh! eh! eh!… temos razão para nos lamentar, á aproximação das horas do occaso; mas as que na vida nos servem de astros… essas são sempre brilhantes; porque, até no occidente, nos encantam as estrellas. Veja pois sem cuidado correr o tempo, miss Jenny.