—Menina—respondeu Manoel Quentino, voltando-se para ella—perdôe-me tambem se pude imaginar que a sua protecção de santa…—de verdadeira santa, miss Jenny—que essa abençoada protecção podia deixar-se vencer. E, por quem é, não se esqueça de velar por ella, por minha filha!
—Mais valiosa protecção encontra Cecilia era si mesma—respondeu
Jenny.—É um coração forte.
Manoel Quentino tinha a cabeça da filha encostada ao peito; ouvindo estas ultimas palavras, cingiu-a ainda mais a si, e murmurou para Jenny, procurando não ser percebido por Cecilia:
—Forte?… Era… emquanto lhe pertencia.
Jenny demorou o olhar nas feições do velho.
Aquella resposta dava a entender que algumas suspeitas lhe restavam ainda da verdade; que elle podia estar convencido já da innocencia da filha, que podia julgar com menos severidade e duvida as tenções e procedimento de Carlos, mas sem haver fechado de tal maneira os olhos á evidencia, que suppozesse que nada havia de commum entre os corações dos dois.
Jenny respondeu, percebendo isto:
—Forte ha de sel-o sempre; resta fazel-o feliz.
—Se miss Jenny o não conseguir, quem mais o conseguirá?
—Trabalharei—disse Jenny, sorrindo.