—Saia. Sua irmã precisa fallar-me.
Carlos curvou a cabeça e saiu sem dizer palavra. Era ainda o réo que deixava o juiz, não o filho que se despedia do pae.
Carlos encontrou-se com a irmã na sala contigua. Ella estendeu-lhe a mão, dizendo:
—Vês, Charles, vês o resultado das tuas loucuras?
—Loucuras, Jenny! Pois ainda lhes chamas assim?
—Principio a ter vontade de lhe dar outro nome, principio; e é por isso que venho aqui.
—Que vens fazer?
—Advogar a causa de uma má cabeça, em attenção a um pobre coração, que não tem culpa nenhuma em andar unido áquella estouvada.
—Ó Jenny!—exclamou Carlos, tomando, cheio de confiança, as mãos da irmã.
—Então! Deixa-me, que o pae espera-me.