—Hoje ainda não sei, minha senhora; hontem porém deixei-a bem mal.
—Hoje não sabe?!—exclamou Jenny, desviando o olhar para o relogio do corredor, que marcava onze horas e meia—Não sabe, e é perto de meio dia!
—Então, minha senhora? Como o snr. Carlinhos se levanta mais tarde…
—Vá vel-a, José, vá. N'aquelle estado, coitada!… Sabe lá a falta que lhe estará fazendo?
—Mas, se…
—Vá; Carlos não lhe importa. Eu lhe direi. Ande, vá.
—Então muito agradecido, minha senhora,—disse o rapaz, sensibilisado com a bondade da sua joven ama.
Jenny continuou passeiando.
Ao passar junto das escadas do mirante, parou, affirmando-se em alguma cousa, que via n'ellas. Subiu dois ou tres degraus e curvou-se para observar melhor; era uma penna de ave, que o vento transportára do pateo para alli. Jenny não pôde reprimir um pequeno movimento de desagrado.
O escrupuloso amor do asseio, radicado no caracter e nos habitos inglezes, não lhe permittia ver com indifferença aquillo.