Jenny sustentou uma conversa insignificante, sem nunca perder de vista Paulo, cuja turbação indicava uma violenta lucta interior. Jenny agourava bem do que ia observando n'elle.
Emfim deixou afrouxar a conversa e fez ao pae signal para que entrasse no gabinete. Mr. Whitestone assim o fez.
A agitação de Paulo cresceu. Jenny espiava-lhe todos os movimentos e expressões. Viu-o pousar a penna e erguer-se, como movido por forte resolução. Jenny tremeu de sobresalto! Depois fez-se pallido, passou a mão pela fronte e sentou-se outra vez. Jenny desanimou. Ergueu-se emfim resoluto, e sem parar um momento mais, dirigiu-se ao gabinete de Mr. Richard e pediu licença para entrar.
—Entre—disse de dentro a voz do negociante.
Paulo entrou, fechando a porta atraz de si.
Jenny não pôde conter-se; saíram-lhe involuntariamente dos labios estas palavras:
—Está ganha a causa!
Manoel Quentino olhou para ella admirado.
Jenny pôz-se a rir.
—Se soubesse, Manoel Quentino, que se está agora mesmo desmoronando o ultimo e pequeno estorvo, que se oppunha á sua felicidade!…