—Cecilia—dizia Carlos d'ahi a pouco, aproximando-se d'ella—se, para avaliar os seus sentimentos, esperasse que m'os revelasse, duvidaria ainda, sabe?

—Mas não duvída?

—Não, porque… os adivinho; julgo eu que os adivinho.

—E que mais quer? Infelizes dos que não sabem adivinhar assim. Esses… não amam devéras. Não lhe parece?

—E adivinha tambem?

—Espero que sim.

—Mas ainda ha tão pouco tempo que duvidava!

—Ou queria obrigar-me a duvidar.

—E não o conseguiu?

—Bem vê que creio, antes de ouvir a justificação.