—Oh!—disse Mr. Richard, correndo em soccorro da begonia.
—Vêem, vêem!—dizia Jenny, fingindo-se consternada—como Deus me castiga a presumpção!
—É verdade—disse Mr. Richard agachado—um vaso tão bonito! Creança!
Olhem para esta pobre begonia! Como ficou!
—Está vingado, Manoel—continuou Jenny.—Eu a desconfiar de si, e vae…
O velho hortelão não podia fallar; emquanto Mr. Richard examinava os estragos da begonia, elle cobria de beijos a mão de Jenny, que não pôde retiral-a a tempo.
Era meio dia.
—Vamos,—disse Jenny a Mr. Whitestone—perdôe-me a culpa e venha ao seu lunch.
Mr. Richard olhou affectuosamente para a filha, a quem afagou nas faces e, separando-se com um suspiro da begonia, seguiu para casa, murmurando, a sorrir:
—Estouvada! buliçosa!
No degrau da escada não escapou á vista aguda de genuino inglez a terra, que ficára alli, como vestigio do delicto de Manoel. Jenny, que o percebeu, apressou-se a dar uma causa ao facto.