—É que miss Jenny espera-o na bibliotheca.

Carlos de um salto sentou-se na cama.

—Ó pateta! e inda agora me vens com isso? Depressa—chega-me d'ahi esse robe-de-chambre.—Isso não… não vês que é um dominó?… Anda… avia-te… Aquelle lenço… O outro… Bem… Vae… Dize a Jenny que n'um momento estou com ella.

E depois de proceder com a maior celeridade áquelle ligeiro toilette de manhã, Carlos entrou na bibliotheca, onde Jenny o esperava.

Era n'esta bibliotheca que muitas vezes os dois irmãos se entregavam a leituras communs, restos de habitos adquiridos na infancia, quando pelos mesmos livros estudavam, formando um gracioso grupo de cabeças louras, objecto das contemplações apaixonadas e das bençãos cordiaes de Mr. Richard Whitestone.

—Bom dia, Charles—disse Jenny, estendendo-lhe a mão, que elle apertou affectuosamente.

—Fiz-te esperar muito, filha? Perdôa-me; mas aquelle pateta não soube dizer-me logo que tu…

—Desculpa mandar-te acordar, mas…

—Fizeste bem; senão, dormiria até á noite.

—Vieste hontem muito tarde, Charles—disse Jenny, abaixando-se disfarçadamente para acariciar o terra-nova, que se lhe deitára aos pés.