—Depois duma nova assim; admiras-te? Com dois ponta-pés arranjei a ser cónego, mas se aquele alarve se não demora e me préga logo uma dúzia deles, quando eu dizia, estava a estas horas bispo! Bispo, imagina!... Se não hei-de estar aborrecido...
O milagre não obstante ficou de pé, íntegro, documental, palpável, a atestar o dedo da Providência na ferradura do Cristóvam. A religião, vigilante, viu logo na pessoa do padre virtudes canonisáveis...
Apenas o Sequeira, funcionário de finanças, livre pensador e ateu—um doido!—zombava, fazia menos daquilo, afirmando em toda a parte que o padre Borregana tinha tido um cónego pelo traseiro, e que o pai da criança era o sacristão![{176}]
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Índice
Índice
| Aquela família | [5] |
| A bôca do sapo | [17] |
| Sr. Anselmo (Perfil grotesco dum provinciano ilustre)—(1906)—I | [37] |
| Sr. Anselmo (Perfil grotesco dum provinciano ilustre)—(1912)—II | [85] |
| Candidinha Cerdeira (Novela romantica) | [89] |
| Eureka! | [113] |
| O crime | [123] |
| Casa maldita (Tragedia rústica) | [133] |
| O pai da criança (Conto carnavalesco) | [165] |