—Sim senhor. Mas agora vamos para banhos. Isto que o sr. aqui vê (com um gesto circular indicava a família) pertence-me. O rapaz é fraquito, tem escrófulas (apontava o pescoço do fedelho) olhe!—Dizia-me o dr. Maia... Conhece?
Declarei que não.
—Pois admira... Espere, agora me lembro: deve conhecer. Êle até costuma ir muito[{10}] a Vizeu. É irmão do padre Levi, Levi da Maia, duma família muito ilustre que tem uma irmã viscondessa. O sr. conhece com certeza...
E como eu insistisse na negativa:
—O padre Levi, homem! o que escreve no Vouga... Não conhece o senhor outra coisa!
Tive de lhe dizer que sim.
Havia-me insinuado já no ânimo duma das meninas com quem entretinha desde a última estação um namôro matreiro: e apontava-lhe como flechas os olhos amorudos, dardejando-me ela os seus, redondinhos, negros, sertanejos...
—Pois o dr. Maia,—tornava o pai—dizia-me muita vez: «Alves, leve você o rapaz ao mar; leve você o rapaz ao mar que se cura.»—Mas ó doutor, veja lá, tenho agora tantos afazeres (e tinha) se o rapaz fôsse coisa que se pudesse aí endireitar, que demónio, tomando umas drogas...«—Não, não, sem banhos não se põe direito.»—Que havia eu de fazer? Que fazia o senhor nas minhas condições?[{11}]
Esperou resposta; e como lha não désse:
—Saía, não é verdade?