—Ah!
—Sou dos fieis. Trago-lhe aqui uma carta da Galisa...
E levou a mão ao bôlso. Anselmo segurou-lhe no braço, palido:
—Ó diabo, espere... espere lá, tome cautela.
E foi à porta espreitar. Não havia ninguêm. Chovia.
—Tem a bondade de entrar ali para dentro, indicou.
E encostando a porta de vidro fôsco do laboratório:
—Estou às suas ordens, pode falar... Estamos sós.
Todo êle tremia.
O outro entregou-lhe a carta em que lhe pediam dinheiro para uma próxima incursão e lhe perguntavam se poderia auxiliar, a coberto da sua seriedade insuspeita, um pequeno contrabando de armas: pistolas e munições. Assinava a carta, em nome de Paiva Couceiro, «um amigo da Religião e da Pátria.»[{79}]