Não o tinha visto. Estava em Londres.

—Coitado! aquele tambêm... Quando calhar, dê-lhe lá muitos recados meus, sim?[{80}]

O indivíduo misterioso prometeu, saíu da botica.

—Oiça, oiça! A Ermelinda, minha mulher, tambêm se recomenda. E à D. Amélia. Diga-lhe que cá os esperamos a todos, muito brevemente.

Fez-lhe uma mesura aparatosa:

—Meu caro senhor...

Uma vista de olhos, rápida, furtiva, pelas janelas dos prédios fronteiros, a ver se alguêm teria dado pela visita, e tornou ao laboratório, ruminando o caso, arreliado por se ter esquecido na perturbação que o invadira, de perguntar o nome do tipo. «E a gente às vezes a supôr que ninguêm nos conhece, que não consta, que se não sabe lá por fóra! Ai Anselmo, ai Anselmo!...»

Tirou do bôlso a carta comprometedôra, levemente amarrotada; acendeu um fosforo e ali mesmo, antes de outra coisa, queimou-a, com prudência, reduzindo-a a cinzas.

O documento!

Nisto, uma mulherzinha entrou na farmácia,[{81}] a correr, sem chaile, a pedir linhaça para o sr. administrador que estava a morrer com uma cólica.