Anselmo estremeceu. Para o sr. administrador? Fingiu que ia servir a mulher, e de repente:

—Oh co'a breca! esta agora! não tenho linhaça.

—Não tem linhaça?!

—Não tenho. Acabou-se-me.

—E agora?

—Agora... deve chegar amanhã.

—Amanha! Amanha pode o homem estar no outro mundo!

Anselmo sentiu que as pernas se lhe vergavam àquela ideia homicida; ia trair-se, não podia mais.

—No outro mundo?!

—Sim, no outro mundo; se o sr. o visse!